edifício Acaiaca em Belo Horizonte

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Um dos mais belos edifícios art deco que eu vi até hoje é o Edifício Acaiaca, no centro de Belo Horizonte. Construído em plena 2 Guerra Mundial em 1943 e com 120 metros de altura. Essa gigante de 29 andares não passa despercebido por aqueles que transitam na Avenida Afonso Pena que também tem outras lindas construções desse período elegante da capital mineira.

O nome Acaiaca veio de uma lenda índigena. Diz a lenda que próximo ao arraial do Tejuco (hoje Diamantina) havia uma poderosa tribo de índios que viviam em constante luta com os tejuquenses, que de vez em quando invadiam o arraial. Perto da taba indígena, numa pequena elevação, havia um belo e frondoso cedro que os índios, na sua língua, chamavam “acaiaca”.

Contavam eles que, no começo do mundo, o rio Jequitinhonha e seus afluentes encheram-se tanto que transbordaram, inundando a terra. Os montes e as árvores mais altas ficaram cobertos e todos os índios morreram. Somente um casal escapou, subindo na Acaiaca. Quando as águas baixaram, eles desceram e começaram a povoar a terra de novo.

Os índios tinham, portanto, muita veneração por essa árvore. Acreditavam mesmo, que se ela desaparecesse, a tribo também desaparecia. Os portugueses que habitavam o arraial, conhecedores daquela crença, esperavam uma oportunidade para derrubar a Acaiaca. No dia do casamento da bela Cajubi, filha do cacique da tribo com o valente guerreiro Iepipo, enquanto os índios dançavam em comemoração, os portugueses derrubavam a árvore a golpe de machado. Quando os índios viram por terra a árvore sagrada ficaram aterrorizados e prorromperam em grandes lamentações, pois, conforme acreditavam, o fim da tribo estava próximo.

Pouco tempo depois da morte da Acaiaca surgiu grande desavença entre o cacique da tribo e os principais guerreiros. A desarmonia entre eles terminou em uma luta tremanda que durou a noite inteira, ficando o chão coberto de cadáveres: ninguém escapou. Nesta noite fatal, uma horrível tempestade caiu sobre o arraial do tejuco, arrancando árvores, rochedos e casas.

No dia seguinte, os tejuquenses, assombrados, não encontraram o menor sinal da Acaiaca. Dizem que foi a partir dessa noite que os garimpeiros começaram a encontrar as pedrinhas brancas, os diamantes, que surgiram dos carvões e das cinzas daquela árvore sagrada. Cajubi ficou encantada em uma onça. Aparecia andando ereta com a cabeça de uma onça e tentava impedir os garimpeiros de coletar os diamantes.

A seguir um pedaço de uma reportagem que conta um pouco da história do prédio e um vídeo amador que mostra alguns detalhes do Acaiaca.

[ …Foi inaugurado no cinqüentenário de Belo Horizonte, seguindo uma tendência de modernidade que se instaurava na cidade. Com formas geométricas pontiagudas e angulares, o Acaiaca segue os moldes da Art Déco, estilo que surgiu na Europa e Estados Unidos nos anos 20. As duas faces indígenas que ornam a fachada foram esculpidas pelo engenheiro e arquiteto Luiz Pinto Coelho, o mesmo que projetou e construiu o edifício. As carrancas servem para incorporar a lenda do Acaiaca no prédio. Construído no período da Segunda Guerra Mundial, o edifício conta com um abrigo anti-aéreo. Hoje ele é usado apenas para carga e descarga do edifício, mas a idéia era se defender de um ataque alemão na cidade…

…Seu João, um dos mais antigos funcionários do Acaiaca lembra de momentos nada agradáveis que teve de passar. Ele conta que cinco pessoas suicidaram no edifício. “Eu até já tive de juntar os miolos de gente que pulou lá de cima, até isso eu já fiz. Uma vez eu vi um rapaz bem novo, um estudante, já na janela pra pular, aí eu chamei os bombeiros que resgataram ele”, conta.

Um episódio obscuro também faz parte dessa história. No mesmo lugar em que era havia alguns ícones sócio-culturais, no 11º andar aconteceu uma conspiração que ajudaria a colocar o país todo em um período de medo e escuridão. No 11º andar funcionava o Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem, onde no início dos anos 60, a classe empresarial mineira, opositora de Jango se reunia para planejar um golpe de estado, para acabar com a ameaça comunista que acreditavam estar próximo. Os integrantes da reunião do Acaiaca ficaram conhecidos como os “Novos Inconfidentes”.

Hoje o que restou é basicamente uma porção de escritórios de advocacia e de odontologia. A história do Acaiaca se confunde com a história da cidade e, os bons tempos ficam apenas na memória daqueles que viveram em outro Belo Horizonte.

Texto de Jairo Bittencourt, João Marcos Linhares, Thiago Prata, Washington Magalhães ]

Fotos e fontes: Roberta Soriano e Ar…, Leonides de Carvalho, Ataliba Coelho, Paulo Laborne, Fátima

Mesmo com toda a especulação imobiliária, passaram-se 60 anos e o Acaiaca é um dos poucos edifícios que se mantém firme e forte na região central. Talvez pelo grandiosidade da construção, talvez pela imagem dos dois índios que o protegem. Seria ótimo ver um revitalização daquela área central e ter de volta um pouco do glamour dos anos 50.

Ainda faço uma entrada no wikipédia em homenagem a esse lindo prédio.

os menores quartos de hotel

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O Qbic Hotel em Amsterdam tem o formato de um cubo e tem TV, internet e banheiro.

Canos de esgoto?

Os famosos Hotéis Cápsulas no Japão, com TV individual e ar-condicionado.

O Yotel localizado no Aeroporto de Heathrow, Londres ou Schipol em  Amsterdam que cabe 2 pessoas e tem escrivaninha embtutida e serviço de quarto, ale’m de chuveiro.

Jane Hotel em Nova Iorque com menos de 5 metros quadrados.

EasyHotel, que faz parte de uma rede de hotéis de baixo custo na Europa.

Eu acredito que hotel bom e aquele que tem uma cama e travesseiros confortáveis e uma boa ducha. O resto não é necessário.  Um dos hoteis que fiquei em Belo Horizonte na minha última ida foi o Campos Geraes Hotel que segue a mesma tendência de hotéis de baixo custo. As diárias começam em R$79 acompanhadas de um decente e típico café da manhã mineiro com direito a pão de queijo saído do forno.

pritzker foi para

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pritzker 2010 foi para essa duplinha, donos do SANAA. Designers do New Museum New York e do prédio da Dior em Omotesando, entre outros tantos projetos.

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa

New Museum of New York

Dior de Omotesando, Tokyo